Reunião posse nova Diretoria e Conselhos – dia 14/12/2020 às 11 horas.

Prezados (as),

Convidamos para reunião de posse da nova Diretoria e Conselhos da AFITES, triênio 2020/2023, nesta segunda-feira, dia 14/12/2020, às 11 horas, a realizar-se por videoconferência.Link para entrar na reunião virtual:

https://us04web.zoom.us/j/75798178962?pwd=ZHNUT1JvNVUzRGJWZkxmNUpERWRJZz09

DIRETORIA ELEITA PARA O PERÍODO 2020/2023

Presidente: MARCO ANTONIO ALVES DO ESPIRITO SANTO

Diretor Administrativo-Financeiro: ELISEU DRIDI

Suplente: LUIS EDUARDO CASSA

Diretora Jurídica: MARIA TERESA DE SIQUEIRA LIMA

Suplente: RAPHAEL PEREIRA GONÇALVES

Diretora de Comunicação e Eventos Sociais: ANA MARIA DE SOUZA SILVA

Suplente: EDUARDO SEABRA MIRANDA

Diretor de Saúde e Desenvolvimento Técnico Profissional: JOZIVAL COUTINHO DE JESUS

Suplente: CARLOS JOSÉ MARTINELLI

Diretora de Previdência e Aposentados: CELI MAGALHÃES DA COSTA

Suplente: EDÉSIO RIBEIRO DA SILVA

 CONSELHO DELIBERATIVO

 SAULO MACHADO VIANNA

LUIS CLAUDIO PINHEIRO PIRES

FRANCISCO ANTONIO ANDRADE PASQUALE

LUIZ ROBERTO RIBEIRO DOS SANTOS

NILÇO TOSTES RAMOS

CONSELHO FISCAL

WALKER RICARDO PINTO

EDUARDO JOSÉ DE ARAÚJO

ACRISIO AFONSO DOS SANTOS

Contamos com a presença de todos.

Cordialmente.

Maria Teresa de Siqueira Lima

Presidente da AFITES.

 

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É lugar comum dizermos que um pensador é um clássico quando suas ideias sobrevivem ao seu próprio tempo e, como assinala o prof. Francisco Weffort, embora sendo ressonâncias de um passado, são recepcionadas por nós como parte constitutiva de nossa atualidade. Dentre esses pensadores, destacamos o tcheco Franz Kafka (1883 – 1924), que foi um grande intérprete do seu tempo e suas ideias permanecem válidas como recurso de leitura e interpretação de nossa presente realidade.

Não por outro motivo, escritores brasileiros tem cada vez mais se interessado e visitado o pensamento de Kafka, resultando em uma profusão de artigos e obras publicadas, tendo em comum à análise da nossa época mediada pela sua singular e inventiva literatura. Kafka, por meio de suas histórias excêntricas, introduz o tema do absurdo como elemento de reflexão para uma sociedade construída sobre os pilares da racionalidade, talvez herança grega que modelou a arquitetura de pensamento ocidental, onde se busca sempre sentido, mediante relações silogísticas, para todas as coisas. Em vista disso, impõe-se o seguinte questionamento: será que as nossas leis buscam seu fundamento de validade no racional ou no absurdo? Guiados por essa desconcertante pergunta, verificamos que no caso da tributação no Brasil, há muito a mesma vem se distanciando do razoável, do sensato, orientando-se por uma lógica que mais parece ser a do absurdo, que configura o universo literário de Kafka.

O saudoso tributarista Alfredo A. Becker, na década de 1970, já apontava para a incoerência do nosso sistema, rotulando-o de manicômio tributário. Possuímos mais de 60 espécies tributárias, dentre impostos, taxas e contribuições, o que demanda um complexo entulho de normas (em média 34 novas normas por dia) para disciplinar as relações delas resultantes, além de uma burocrática gestão tributária, que consome, em média, conforme estudo conjunto do Banco Mundial e a consultoria PricewaterhouseCoopers, o dispêndio de 2.600 horas anuais no cumprimento das obrigações fiscais. Só para registro, o mesmo estudo informa que a média mundial é de 277 horas anuais.

O quão distante estamos do mundo dos normais! Ademais, é desesperador, em face desse cenário, vermos governos após governos serem legitimados com a promessa de uma reforma tributária, que não sai do campo das intenções, sendo, irresponsavelmente, postergada. A despeito dessa constatação, não podemos ser ingênuos a ponto de querer uma reforma que ataque todos os problemas do sistema tributário nacional de uma só vez, pois reconhecemos que as “revoluções tributárias”, ou alterações abruptas no atual modelo, seriam feitas ao arrepio das tradições do país na área fiscal, combinado com o risco de uma séria desorganização do nosso sistema produtivo em decorrência do seu impacto nos preços relativos da economia.

No entanto, urge construirmos uma trajetória de mudanças que pavimente para o Brasil um caminho que viabilize contínuas evoluções no seu sistema de tributos, o que se impõe diante das transformações econômicas que vêm ocorrendo em escala mundial. Portanto, se ambicionamos construir uma sociedade moderna que se estruture sobre o fundamento da razão, precisamos escapar do labirinto kafkiano da complexidade absurda, onde somos confrontados com a impossibilidade de escolher um caminho que seja sensato e lógico, ou continuaremos perdendo a batalha para a banalidade em que se tornou a nossa confessa violência irracional contra o bom senso e a razoabilidade na seara tributária. Em suma, é imperioso virarmos essa página, escrevendo uma nova com o intuito de conduzirmos a nossa história a um fim diferente das de Kafka. De outro modo, ficaremos com a permanente sensação de impotência diante de uma realidade sem sentido que conspira contra aquilo que nos diferencia no mundo, a capacidade de traçar, com coerência, o nosso próprio destino.

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) as três propostas de emenda à Constituição que equiparam os vencimentos de diversas carreiras a até 90,25% do subsídio de ministro do Supremo Tribunal Federal. A ANFIP acompanhou todo o processo legislativo, representada pela presidente Margarida Lopes de Araújo e por membros do Conselho Executivo.

A primeira proposta votada foi a 147/2012, que beneficia os servidores das carreiras de finanças (Banco Central, CVM e Susep). Na sequência foi aprovada a PEC 443/2009, que inclui os membros da Advocacia-Geral da União, os procuradores dos estados e do Distrito Federal, os integrantes da Defensoria Pública e os delegados da Polícia Federal. Por fim, a comissão deu aval à PEC 391/2014, na qual estão relacionados os integrantes dos fiscos municipal, estadual e federal, incluindo as carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e do Trabalho e de Fiscal Federal Agropecuário.

As três PECs estão agora prontas para a votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

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