Eleições AFITES
Biênio 2018 – 2019
03 de outubro de 2017
Parabéns à todos os votantes e colaboradores! Juntos podemos mais!
A imagem profissional decorre, em enorme medida, da natureza do trabalho. O imaginário da sociedade estabelece rótulos positivos e negativos originados em aspectos verdadeiros das atividades profissionais. Contudo, sem justa crítica, tais rótulos podem ser exacerbados e se transformar em preconceitos e estereótipos nocivos. Por interesse, ideologia ou falta de sofisticação mental, muitas vezes estereótipos são utilizados como instrumentos de ataque contra categorias profissionais ou parcelas da sociedade. Toda generalização é burra ou mal intencionada.
A natureza do trabalho do funcionário público, por mais que possa parecer óbvio, é servir a sociedade que o emprega e remunera. A do banqueiro é a de rentabilizar o capital dos seus correntistas e, acima disso, extrair o maior lucro possível das suas operações comerciais. Seja na captação dos recursos, seja na disponibilização de linhas de crédito e investimento.
Ao servidor, cabe dar o melhor tratamento possível aos recursos do Estado. Por tratamento, devemos entender o recolhimento dos tributos, a administração das finanças públicas e a transformação final dos impostos em serviços ao cidadão. Ao banqueiro, cabe dar a maior rentabilidade possível aos seus clientes e proteger e remunerar os investimentos dos seus acionistas. Para o funcionário público, o dinheiro do contribuinte é um meio de viabilização do Estado, de financiamento do país e de redistribuição de riquezas. Para o banqueiro, o dinheiro é um fim em si mesmo. O sucesso para o funcionário público reside na quantidade e na qualidade dos serviços prestados. Para o banqueiro o sucesso decorre da multiplicação do dinheiro.
O funcionário público, nos limites legais das atribuições e responsabilidades para a função que exerce, está a serviço de toda a nação. O banqueiro não tem compromissos com o não-cliente e muito menos com aqueles 31% de brasileiros excluídos do sistema financeiro, segundo dados do Banco Mundial (2019). Quanto mais recursos do Estado forem destinados à população excluída do sistema, menos circulação de dinheiro pelos bancos haverá. Eis o conflito de interesses.
O ministro Paulo Guedes, fundador do atual BTG Pactual, ex-sócio da JGP, da BR Investimentos e da Bozano Investimentos, em passado muito recente, comparou os funcionários públicos a parasitas e, no dia 27 de abril, vomitou a falácia de que o funcionário público “não vai ficar em casa trancado com a geladeira cheia assistindo à crise”. Tudo isso enquanto a maior parte do mundo está valorizando e incentivando os seus funcionários públicos que, ou estão na frente da batalha enfrentando a covid-19 ou estão na retaguarda das equipes de saúde viabilizando recursos financeiros, tecnológicos, humanos ou de infraestrutura para o combate.
Não à toa, como resultado natural e cultural da percepção humana, na literatura e no cinema, é grande o número de funcionários públicos apresentados como heróis: o policial corajoso e honesto, o professor abnegado que muda positivamente a vida das pessoas, dedicados profissionais de saúde, diplomatas idealistas, assistentes sociais comprometidas, militares patriotas e magistrados que buscam fazer justiça.
Ao mesmo tempo, invariavelmente, banqueiros e grandes investidores são retratados em livros e filmes como os contratantes dos vilões e, muitas vezes, como o grande vilão. Portanto, o senhor Paulo Guedes deveria se preocupar muito mais em construir uma boa imagem para os banqueiros e megainvestidores do que se dedicar diuturnamente a ferir a imagem do funcionalismo público.
Funcionários públicos, ministro Paulo Guedes, via de regra, são pessoas que optaram por fazer o bem.
https://www.poder360.com.br/opiniao/economia/o-funcionario-publico-e-o-banqueiro-por-rodrigo-spada/
Preocupada com o momento delicado de confrontos permanentes, com ameaças às instituições democráticas, a Febrafite publicou nesta terça-feira, dia 02, manifesto em apoio ao Congresso Nacional, ao Supremo Tribunal Federal e à imprensa brasileira.
O documento leva a assinatura das suas 27 Associações Filiadas do fisco estadual – que representa mais de 30 mil auditores fiscais – e alerta sobre a necessidade de respeitar essas três instituições, além de reconhecer os relevantes trabalhos no avanço da democracia no Brasil. Leia o texto na íntegra:
Foram inúmeras as vezes em que discordamos dos encaminhamentos dados e das votações ocorridas no Congresso Nacional, nos últimos anos, em matérias que tramitaram ou que deixaram de tramitar na Casa. Muitos dos entendimentos e das sentenças proferidas pelo STF nos frustraram sobremaneira e trazemos a discordância até hoje. Incontáveis vezes nos sentimos injustiçados por matérias publicadas pela imprensa, porque foram carregadas de generalizações e preconceitos em relação aos servidores públicos.
Tudo isso não nos impede, porém, de prestarmos reverência a essas três instituições e de reconhecermos os relevantes trabalhos prestados por seus profissionais para o avanço da democracia no Brasil. Mais do que isso, nesse delicado momento em que tenebrosos ventos de autoritarismo são soprados, de maneira difusa, por uma minoria fanática e, portanto, perigosa, queremos manifestar nossa confiança e emprestar nosso apoio ao Parlamento, à Corte superior e à Imprensa do Brasil.
Errar e acertar faz parte de qualquer ofício. Tanto mais quanto se tratar de temas importantes, controversos e que afetam diferentes partes interessadas – como é o caso da matéria prima utilizada pelas três instituições. Errar e acertar faz parte da vida. O contraditório é componente indissociável da democracia, daí as tentativas e os trabalhos para que se chegue ao melhor termo.
Sabemos que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal buscam ser representação e eco das sociedades e das Unidades da Federação que representam, respectivamente. Das mesmas sociedades e Entes federativos sabemos se esforçar por ser, o STF, a consciência e o guardião constitucional. Enaltecemos o papel da imprensa e, independentemente de erros ou omissões, acreditamos firmemente na sua busca pela divulgação de informações confiáveis, fiéis e úteis.
Reputamos esse como o tripé para a democracia e para o fortalecimento do Estado de direito. Temos a convicção de que precisamos dessa sustentação para avançarmos com o processo civilizatório brasileiro de justiça social, liberdades individuais, desenvolvimento econômico, representação política e de proteção às minorias e às riquezas nacionais.
Ganhar e perder faz parte da democracia, desde que de acordo com as regras que a Constituição Federal estabelece. Qualquer tentativa de usurpação constitucional ou de atentados de qualquer espécie a parlamentares, a ministros do Supremo ou a jornalistas deve ser combatida vigorosamente. O que nos move é que possamos sempre nos ver representados no Legislativo, que tenhamos assegurados ou reclamados nossos direitos no Judiciário e, necessário, que contemos com uma imprensa livre e forte para nos informar confiante e permanentemente.
Daí, a Febrafite – Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, enaltecer o trabalho desempenhado e manifestar, de maneira inalienável, seu apoio ao Congresso Nacional, ao STF e a toda a imprensa brasileira, quando mais necessários são seus serviços à manutenção da democracia e à defesa do Estado e da Nação brasileira.
Brasília, 2 de junho de 2020.
Filiadas à Febrafite:
AFEAP/AP; AAFFEPI/PI; AAFIT/DF; AAFRON/RO; AAFTTEPE/PE; AFFEAM/AM; AFFEGO/GO; AFFEMAT/MT; AFFEMG/MG; AFFESC/SC; IAF/PR; AFISMAT/MT; AFISVEC/RS; AFITES/ES; AFRAFEP/PB; AFRERJ/RJ; AFRESP/SP; AUDIFISCO/TO; ASFAL/AL; ASFARN/RN; ASFEB/BA; ASFEPA/PA; ASFIT/AC; AUDIFAZ/SE; AUDITECE/CE; FISCOSUL/MS; IAF/BA.